sábado, 18 de fevereiro de 2012

NIETZSCHE - biografia wikiquote vida obra pensamento filosofia historia verbete doutrina teoria super-homem zaratustra ecco homo aurora gaya ciencia


A hermenêutica da lei está "consignada" à vontade do legislador.Lê a lei é ler a vontade expressa do legislador. Ler a lei é ler leitura) ou reler ( releitura) a vontade de quem legisla, pois este ato, o ato de legislar, é um poder outorgado pelo povo, supostamente, "tecnicamente, não de fato, mas sim de direito, que é o que dá validade e legitimidade ao poder ( inenarrável!) de legislar, poder outorgado ao legislador pelos outorgantes ( povo-eleitor, quase polvo com milhões de braços, braçadeiras, a nadar de "braçadas" ou de bruços em algum decúbito n'água. Dorsal ou supina , quiçá ventral ou prona , lateral...: nomenclatura técnica que indica posições tecnicamente descritas no direito penal e na medicina legal, dentre outros ramos da ciência; não da ciência jurídica ou da ciência médica, mas da ciência, que é una e, consequentemente, une o direito à medicina, á filosofia, à matemática, enfim, unifica o corpo "científico" ou "corpus aristotelicus" num só corpo, à moda da citação de Cristo, - num só organismo lógico e vivo, cujo fruto é o ser e a fruta o ente, pensado como ser ( "logos-lógica" ) e pescado como ente, à mão que executa a arte da ciência, pois ciência sem arte ou fazer não é ciência realizada ou posta na realidade ou naturalidade
( em-natureza com beleza : o belo talha o homem, a mulher, pois é o ser humano que se descreve no que esculpe com hieróglifos genéticos-meméticos em "hieróglifos" e "demógrafos" políticos ou geopolíticos, estendido do indivíduo à "corpulência" ou "corpanzil"
social ), ciência alienada do ser que desce ao mundo que descreve ao ente que esculpe, pinta e borda da arte plástica ao cinema, tudo realização da ciência ao se alienar no mundo enquanto não mais pensar, excepto na filosofia que retoma o caminho dialéctico da "desalienação" ao pensar criticamente a alienação do pensamento ou ser do homem no ente feito ou "refeito" artisticamente, nas artes e inventos, pelo ser humano ).
Essa "vontade" legal, instituída, do fundo do indivíduo, dada a outro indivíduo "ungido" para isso com o voto ou ex-voto, ou o que seja, na simbologia comunitária, é hierarquizada politicamente, é óbvio ( tudo que concerne à sociedade, em sentido lato, é política, diz respeito ao étimo ( etimologia ) que designa o termo e o significado de "Pólis", voz grega para "significar" cidade, cujo vocábulo do étimo latino "civìtas", "átis", em baixa latinidade; em contexto grego histórico ( historial) e linguístico, filológico, filosófico, cientifico, enfim, que a ciência não é de hoje, conforme pensa o vulgo, em senso comum, mas sim já repousa na língua há milênios ( e age pela técnica há muito, desde os primitivos nas cavernas a produzir artefatos bélicos e/ou domésticos ) e está descrita no vetor de orientação bíblica ( Tanackh, tanach) e nos textos em sânscrito sagrado e profanos, se se considerar a epopéia de Gilgamesch texto profano, mundano e não sacro, assim como a qualquer texto "consagrado", mesmo de um poeta recente como Drummond ou Verlaine, dentre outros profanadores ou iconoclastas radicais, se se comparar com eles os "fundamentalistas" tradicionais, os conservadores empedernidos, os cães de guarda dos valores tradicionais, enfim, que são tão necessários quanto toda a iconoclastia bárbara dos iconoclastas mais ferrenhos, tenazes, ruidosos, filhos de vândalos ou que trazem no sangue aqueles bárbaros ou nos atos a sanha destrutiva daquele grupo étnico ).
A hierarquia, que é o esboço ou a planta do arquiteto que, no concreto ( em duplo ou quíntuplo, "óctoplo" sentido. Octofilo, octopétalo, octostilo, octopódio, octópode... ), vai se realizar sob os cálculos estruturais do engenheiro, cuja função é por o desenho geométrico ou formal do arquiteto em matéria ou conteúdo material, ou seja, concretizar o abstrato, no mundo das estruturas pensadas e realizadas tecnicamente, sob elucubrações técnicas-matemáticas e realização manual-tecnologia, com a mão e a mente e computadores pensando-calculando-
parametrizando em algoritmos a comandar os artefatos construídos pela tecnologia, que é a arte e ciência de pensar e fazer debaixo das equações; a hierarquia social, cujo símbolo arquetípico, quiçá universal, é a pirâmide, é a um tempo e no espaço físico ou não-físico, mas "metafísico" das figuras geométricas, que são ideias transcritas em formas "puras"( quem diz "água pura" olvida os sais minerais que se dissolvem neste soluto-solvente dito "universal" que é a água, e, destarte, abstrai o corpo concreto da água numa equação, ou numa poesia, num conceito ou palavra para "água" que afasta em si, em sua função circular-vocabular os sais minerais presentes na água, que não é somente o químico conceito-molecular de H2O ( uma molécula de hidrogênio para duas de oxigênio ), mas, na interação, algo que não cabe na palavra "água", que extravasa a concepção química; enfim, a água é um complexo aparentemente e realmente simples, na forma que o paradoxo toma na ciência. o paradoxo é o travo de um mundo à uma linguagem ou das várias linguagens e línguas em relação-função e tradução simultâneas e sucessivas e espaciais, quando se pensa na geometria quase afastada ou aparentemente livre do contorno do tempo nas figuras tracejadas à mão ou à mente, na "pureza" cândida da mente humana, desconsiderada as energias que as "sujam" na relação do cérebro-eletricidade-eletromagnetismo-química-cerebral orgânica e inorgânico..., enfim, o complexo do simples, que o pensamento isola ou abstrai ao constituir o ser em plano arquitetural ou em engenharia de ser e não-ser-sendo ou a vir-a-ser pela via do ser, que é : e é o verbo, desde o princípio, consoante se lê no Evangelho dito de dum João, que carrega a tradição de um nome de um profeta grande : o Batista que batiza e depois "anabatista" na instituição anabaptista ).
A hierarquia e a política ( o sagrado governo, ou "hierarquia", ou governo, comando de um sumo sacerdote, em escala humana, e arcangélica, no caso dos anjos, que são hiper-espécies "geométricas" na figura, mas sem o "geo" para terra, de homens, ou seja, anjo é o Adão sem terra, que pode ter alguma relação historial-antropológica-hierográfica-hieroglífica com o histórico-anedótico-lendário "João-sem-Terra" que, nada tem como os sem-terra em palco e ato das lulas no governo e, ao mesmo tempo tem, em algum contexto transcrito da história para o rito da peça presentemente representado pelo povo e pelos políticos : aqueles que hierarquicamente (de modo sacro, sacrossanto, sagrado, sem ironia, mas em contextualização global do termo ( terminologia ) para "pólis" grega que ganha outro vestuário e nova voz consoante as costureiras e alfaiates do tempo debruado historiograficamente e de fato, sem o "direito" ou "estado ou contexto de direito" ou pensamento jurídico, jurígeno, presente no pensamento que é também filosófico e psiquiátrico, enfim, holístico, nas relações que permeiam o direito e a filosofia, porquanto o que é de direito é de "filosofia", mas não é de fato, senão após a função técnica de por o ser no mundo, num parto de artefatos ) comandam seu estado, conforme quer o povo ou não, dependendo das necessidades dos indivíduos que entram na formação étnica-cultural do aglomerado espacial-temporal ( geográfico-geológico-"periódico", no sentido em que os átomos existem em corpo espacial e temporária na Tabela Periódica dos Elementos" do sábio russo Mendeleev-Mendeleiev ) daquela "massa" que costumamos denominar como povo ou grupo de indivíduos não elitizados, não como anão de cúpula, ou cortesão, mas na base da pirâmide do velho faraó, cujo anel tem o símbolo vital do escaravelho.
( O vocábulo "massa" tem um sentido contextualizado consoante a linguagem em que esteja inserido ou na qual se expressa ou exprime uma concepção de objeto ; guarda as sutilezas de cada linguagem em que se exprime e as respectivas experiências e interação de objeto-linguagem na relação da ciência : é uma na física, a mesma na na química, mas com a percepção da ciência naquela disciplina da razão em Mendeleiev-Mendeleev, outrossim no direito ( "massa falida") ou na ciência política, na gíria e mesmo enquanto entonada na forma de interjeição ou em locução interjetiva, porquanto a linguagem é o complexo que absorve ou abocanha o complexo com o máxima de simplicidade, clareza, precisão e concisão, princípios que orientam a escrita e o escriba, evidentemente, pois quem deseja ser lido tem que conglomerar em seus textos esses princípios originários da razão humana; aliás, todo princípio filosófico posto em num código linguístico ou de sinal é originário da razão humana ). A vontade do soberano ( político, sacerdote ou outro ) é "soberana", está acima da volição imaginária do estado, que é um ente abstracto realizado em instituição e por leis, posto pelo direito positivo, ou leis, pois estado não existe, não é fato real, mas apenas jurídico, não está na existência senão como metade ( meio centauro ), ou seja, de direito e não de fato, pois de fato e de ato ou atos vive ou existe o homem, enquanto indivíduo em vida ou na corrente da existencial. Existir de direito ou no direito não é existir de fato ou e natureza, senão quando haver o encontro ou intersecção da idealidade contida na hipótese de incidência do direito como o fato ou ato humano em natureza ou e realidade, algo dado no real como fato ou "história" de ato consumado ( pretérito, ainda que de um passado "quase" presente, à boca do presente e dos presentes que presenciaram o ser que passou, ocorreu e desapareceu ou reapareceu em signos-símbolos no ato registrado, descrito : ciência, arte : ciência-arte ou tecnologia, artefatos, mas não ser, que depende da presença do tempo, somente é "ser" no tempo em que se apresenta, não nos tempos verbais, que exprime essências ou pensamentos, ou memórias, ou imaginação, mas não presença em tempo que atua : quando o tempo é o ator em ato teatral-social ou natural).
O direito somente se torna positivo ( lei em sociedade ou cultura ) quando ocorre a subsunção da hipótese ao fato; então o direito se põe ( positivo) na existência como um ente abstracto-concreto através do efeito que o fato descrito em hipótese legal passa a ter. Esse encontro de direito ( hipótese de lei ) e fato é que põe ou aliena o direito, enquanto pensamento, hipótese humana, como tese ( ser, posição, no sentido que lhe confere o filósofo Kant ) no mundo dos fatos, na sociedade, enfim, e que constitui o "corpo " ( "aristotelicus") do estado ( de direito, como querem os nefelibatas ou jusfilósofos arrebatados do mundo e dos pecados do mundo, os quais sobrevivem sob a graça de vender livros e dar aulas românticas ou românicas, quando céticos-cínicos-epicuristas-eleatas...: o mundo não é deles, nem tampouco os pecados do mundo ou as utopias do falastrão, do histrião, do bufão...do parlapatão e do parlamentar, outra palavra com raiz para parlapatão).
O direito ( pensamento ontológico, locução tautológica ou radicada em "pleonasmo" grasso ) vem de duas vertentes : profana e sacra. Porém é originariamente concebido sob a forma sagrada, daí as expressões "hieroglifos", hierarquia e outros cognatos ou palavras cognatas. No Tanackh ( Tanach ) sua forma sagrada tem eco nas palavras de Jesus ( Jesus Cristo enquanto evangelho e não homem ou ser vivo, mas ente de pensamento e história ou mito, fábula, anedota, enfim, de ficção literária-científica-sacra ).
Na frase de Jesus em que consta a expressão, que evoca o "Tanackh": "...a lei e os profetas", ou seja, o "espírito", sopro, vitalidade, da lei, nos profetas, que sopram suas trombetas de vida ao respirar, ou seja, enquanto seres, ou entes naturais vivos, no tempo, atuantes , expressão que parece reportar ao conhecimento conceptual, imaginariamente, de um Tanackh concebido pro Jesus, conquanto a expressão ou palavra para designar o que denominamos como "Tanackh", seja, provavelmente, consoante os eruditos, de origem medieval, da qual Jesus não teria, obviamente, conhecimento, porquanto era palavra apta a nomear ou dar inteligencia a atos e, posteriormente, historialmente, fatos medievos, dos quais Jesus não poderia saber, exceto por meio de uma teologia imaginária ( ou real?) de onisciência de Jesus. Todavia, a citação da lei e dos profetas ( esquecendo os "escritos" ou os colocando com os profetas, que escreviam ou cuja vida fora descrita por escribas) já demonstra que o judeu, ao menos o Jesus evangélico, ou o escriba do texto evangélico a por a locução nominal-noumenal ( numenal) na boca de sua personagem fictícia
( o Jesus dos evangelhos canônicos; aqui há uma tautologia, pois toda personagem é fictícia, mesmo quando é personagem em sociedade ou rito social, mesmo porque a sociedade é um teatro ou o teatro de fato : ou o paradoxo do fato-fictício a aturdir a ciência arrepiada e perplexa nos homens que a pensam. A linguagem é uma circunferência que se fecha em tautologia. Hermetismo tautológico. O círculo é a forma conceptual da tautologia, ou redundância, figurada, ou em imagem do espaço limpo de matéria, que não seja o resto do lápis que desenha a forma ou ideia geométrica ou do pensamento que concebe o triângulo ou a circunferência com um resquício de energia elétrica nos neurônios, que os descreve e pensamento, sem desenhá-los, mas apenas ao imaginá-los ).
No grego, na graça ( e praça ou "Ágora" ) da "Pólis", onde se cria a política, inevitavelmente, necessariamente, devido ao conglomerado de interesses e necessidades oriundas da população, ou em função do aglomerado, e, notadamente no latim, com a cultura romana de império, ou empresa, empório, o direito se abre ao profano, na democracia grega e na república de Roma, pela via nada Ápia do cinismo, estoicismo e outros pré-cristianismos filosofantes, mais pensantes ou racionais que o cristianismo, que se radica em paixão fervorosa, fanatismo ou senso comum, na mistura das águas do riacho a transportar areia e sais nas águas em relação cósmica ou telúrica.( Seria o cristianismo um rito dionisíaco ao contrário, assim como Nietzsche foi um irracionalista cristão antípoda ou antitético?! ).
Sob a volição do legislador sobrevivemos em política, na "Pólis" ( dentre os muitos, inúmeros, a contar no censo ), "Pólis" política que já não é somente grega, mas gregária, após o creco-romano, "El Creco" e outras volições apanhadas em doutrinas. sob norma culta ou ignorada, subliminar e muitas observações em entrelinhas sobre o escopo ou desidério do direito ou a doutrina do ato e do fato, na fenomenologia nossa de todo dia, amassando o pão do padeiro no dente são e o filé "mignon" no dente podre, que o dentista ( odontólogo ) tratou sumariamente.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

LITERATURA - verbete wikcionario wik dicionario verbete wikiquote etimo etimologia verbete o lexicografia terminologia cientifica nomenclatura


Um amigo morto
é um "lugar" que se perdeu
e ficou sem tempo
no sapato preto
sem cadarço
sozinho no escuro
- perdido em um lugar perdido
na intersecção do tempo e espaço
sem intercessão de Jesus
a fazer a alegria dos homens
virar alegria em copo
no bar e em Bach
com bachianas à missa
campestre
Uma amada morta
está enterrada em todo poeta
no local do "lugar"
perdido para sempre
no oco do coração vazio
sem nervo vago
ou veia cava
ou cavilação
endrômina...
( O poeta é o jazigo da morta amada
branca de cal
mais alva que o alvor da alvorada
em seu esplendor e clarim tocada?! )

À amada morta
todas as poesias elegíacas
à moda-modo da cotovia
que pia
anunciando o dia
que espia do sol
como se fosse um anjo
de asas naturais
e olho a piscar
maliciosamente
Perder alguém a quem se ama
é perder um lugar no mundo
um espaço
u paço
um passo
um compasso
fora de si
fora do mundo
fora do universo
mas dentro de outro ser humano
que vivia-morava ao lado
no elo do paralelo alelo ao gene
que leva o amarelo
à lua
às voltas com as volutas de um frontão
Se a ausência do amigo
da amada
produzem tal celeuma em alma
e deixa o espaço com um buraco
no lugar do espaço antes ocupado pela geometria
contornando o conteúdo
do que era o corpo anatômico-fisiológico
dos desaparecidos
- espaço riscado outrossim no rascunho
do que ficou de alma ou espírito
que se evadiu
e do que restou
daqueles sólidos geométricos
apagados
desmanchados dos olhos
como se fora um borrão
ou uma mácula-nódoa....
( sólidos que posteriormente
seriam-serão líquidos em Platão
e Marx em evasivas rasteiras qual ervas daninhas
danosas nada
mas danadas sim! )

Se um amigo
deixa um vácuo enorme
um espaço desocupado
- um espaço-fantasma...:!
imagine então parentes afins
as esposas
colegas
irmãos
pai-mãe...!!!
- quando a dor é lancinante!
Quanto aos consanguíneos
nem imagine!
- nem imagine os filhos!
Os ascendentes inda vai
que vão primeiro para o vão escuro da morte
o espaço sem espaço para a eletricidade no corpo
que ilumina por dentro o sonho
- em mundo onírico com sol
e por fora com os olhos
a pescar o sol písceo
peixe que pisca-pisca
na estrela Aldebaran
em corno de lua falciforme
em Joan Miró pintada
nigérrima como a peste negra
a cavalgar sobre o pelo do cavalo baio do Apocalipse
com uma amazona à cavaleiro...:
à cavaleiro negro
cavaleiro branco
no xadrez do dia e noite
riscado do céu à terra
em preto e branco
no anum que voa
e solta seu grito roufenha
de "gralha!" velha
e agourenta megera!
( bruxa pronta para o martelo da inquisição espanhola
que cuidava da vassoura das bruxas
antes dela grassar pelo cacau... )
De qualquer forma
conquanto a morte seja o retorno ao escuro
sem vela padrão
no céu para se olhar cefeidas
o caminho escuro
já era trilhado no Egito antigo
e seu mapa jaz
no livro dos mortos
em signos e símbolos
capazes de guiar
o morto até um lugar
onde se imagina haver luz
embora isto seja apenas um sonho
de morto fechado em sarcófago
no lado escuro da lua em luar sem sonho
nem no palor que sobre da lividez cadavérica
( que devora o corpo
consoante a etimologia
quiçá ateste
nos radicais da palavra
para a tumba do faraó )

Não obstante a caridade quase cristã do livro dos Mortos
guia e cicerone de mortos
a portos seguros
na linha atrás do horizonte
onde deita o sol
num sono imaginado no Egito antigo
é melancólico e trágico
assistir à morte de irmãos em tenra idade
- porém Deus nos livre e guarde
do livro dos mortos
que nem é literatura
para os olhos inocentes e tenros dos descendentes!....:
ai! que esses últimos
meu Deus
não possam jamais
em vida de pais e avós
bisavós ou tataravós
se transformar em antepassados!
Que a dor venha antes e vigorosa
severa e letal como uma mamba negra
para matar os ascendentes
que fiquem na zona clara
onde cavam os vivos
seu espaço geométrico
por dentro e por fora
tipo tatus tatuando a terra
Que a mamba negra
mostre aos olhos dos macróbios
o caminho do escuro
na volta ao ventre materno da terra
- de Gaia!
a deusa Gaya

sábado, 11 de fevereiro de 2012

AMBULANTE - verbete wikcionario wik dicionario verbete etimo etimologia verbete o lexicografia terminologia cientifica nomenclatura jargão jergão

A ciência não e exacta, mas a linguagem da ciência, na matemática, sim,
quando considerada sem a relação com o objecto natural, que não é o
mesmo objecto de linguagem. O objecto de linguagem da ciência diverge
do objecto externo à linguagem. A exactidão matemática somente é possível
no ambiente hermético de um sistema de linguagem matemática-algébrica
ou no campo conceitual.
Sem a relação com o exterior ( natureza ou realidade ) a matemática,
enquanto linguagem ou código, é exacta;todavia, quando se relaciona ou
se exterioriza no encontro com o objecto focado no exterior, não é exacta,
sofre ajustes das mutações objectivas em natureza viva, ambulante e
não-pensante. Sofre do mal do "impensar", ou seja, do pensar o nada
enquanto concepção óbvia do conhecimento e do desconhecimento.
Existem, na ciência, dois objectos : um intrínseco e outro extrínseco à
linguagem ou código de comunicação ( comunicação ao pensamento interno
e externo nos pensadores e nos pensamentos sem os pensadores, ou pensamentos sem pensantes, algo aparentemente inconcebível, algo assim como um continuar a pensar
após a morte, no jazigo, um pensamento no escuro e sem cérebro ativo : um pensar-penar
com um pensador morto ou sem nenhum pensador ; um pensar só, só-consigo o pensamento
ou : o pensamento pensando sem o pensador, a prescindir de pensador, dispensando-dispersando o filósofo e o sábio, acolhendo o morto. Um pensador sem o o pensador de Rodin a rondar ou a fazer a ronda, a circunvolução ao objecto dado ou não dado ).
Aliás, a ciência está toda na linguagem e não se dirige de fato aos
objectos externos ( fenoménicos, naturais, reais), mas somente atende
aos objectos internos, que já trazem sem si sua finalidade ou objectivo.
Não interage ( interagir, interação ) com objectos de fato, mas de direito. O direito mostra
esta faceta da ciência, porquanto o direito, que não é apenas mais uma ciência,
porém uma das muitas facetas da ciência na sua relação com objectos
internos e externos, separa fatos e atos quando nomeia ( nous) ou dá inteligência-noética,
que é um redundância ( mas vivemos de fazer redundâncias nos círculos, esferas,
circunferências, pondo-as em ser nas esferóides, ou ideias formais ( formas "geometrizadas"
esfera ou círculo ou circunferência, grosso modo ), quando distingue direito e fato, sendo o direito
ato mental, que dá no fato jurídico, desenhado em hipótese de incidência e o fato algo que decorre dos atos do homem ( originados no pensamento-sentimento ) ou da natureza e que estão fora do campo de abrangência do direito ( ou ato pensado hipoteticamente, antes de ocorrer a subsunção legal) e não são ato jurídicos ( do direito ) se não previsto em lei anterior ao ato, que se torna fato
na história ou narração.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

ANTÍPODAS - lexicografia wikcionario wik dicionario lexicografia verbete glossario etimo etimologia terminologia cientifica nomenclatura wikiquote


As ervas entre meus olhos
e o ar a separar
e aproximar
olhos e ervas...
- Adicionado
a isto ( olhos-ervas)
o céu azul
em pedaços
parcos...
- a luz
uma nuvem branca
na intersecção olhos-sebe
e tudo o mais
visível-invisível
entre olhos e as ervas daninhas
- tudo que está no olhar
que cabe em ervas e ar
fogo e terra
- da terra tirada em punhado
ao rés-do-chão
ao rás do chão das ervas
esparsas
pelos ruminantes
no pasto do gado
e do gnu-órix-zebra-druiker-cefalofo...:
Tudo recolhido no olhar!
- dentro e fora dos olhos
e de mim que olho
e colho ( olho-colho ou :
- olho, logo colho
no princípio desviado em parábola
do pensar cartesiano
- de Descartes
em partes patéticas
"peripatéticas"
no discurso do método

A flor azul da erva verde
- limo
verde-limo
( laranja-lima )
lodo
verde-lodo
bacterial
e mais a nuvem a matizar o anil...
- Que anil!
de anileira...
( varonil?
feminil-pueril-sutil-til-vil-fabril-capril-fuzil-febril-flébil-fértil-covil...-do-bagre-salmão-marlin-anchova-robalo...)

As ervas trepadas ao muro escuro
cuja vida
está
entre a água que as humedece
( umidifica
suspendendo a vida delas ( e nossa! )
entre o fogo
o ar
a água dentro da erva
e a terra
que em companhia de água
roda em círculo a esfera do conteúdo
e faz o corpo da erva
- água e terra somadas
- somatizado dentro e fora
em química-eletricidade-física...
e gestos correlatos
em ondas magnéticas
gesticuladas em senóides
no desenho geométrico do homem
que pensa a vida
com Descartes-Goethe-Miró-Picasso-Modigliani...:
o melhor de nós seres humanos
nos artistas-poetas-filósofos
- sábios e eruditos
da vida e da tanatologia
em hermético ciclo
eterno anel
e anelar
eterno )

O sol a iluminar
e prover com calor
- amperagem para corrente eléctrica
e força química
- que faz a física incorporar
na mecânica energia
engenharia...
às ervas no balouçar do vento
e do olho plantado em erva daninha subida na sebe
- ou em olho-sebe
no ápice do olho-sebe

Ervas daninhas
não deixam a terra maninha,
maninha! :
esta segunda palavra
em glossário para "maninha"
era um verbete
da lexicografia
que me evoca a imagem de barro
de um Paulo barbeiro
elegante homem
em barbearia interditada pelo tempo
claro-escuro nas teias das aranhas
- viúva-negra....
( Paul-Paulo da Terra
um certo Paulo Gaya!
homem de tantas dores tamanhas
tomando as entranhas
as vísceras
- homem das dores
e dissabores!
- que assim sói ser o homem
( o filho de Gaia,
o pai, avô tataravô originário de Gaia
progênie de Gaia )
em dores e estertores
sobre a carne viva

em chagas de Cristo
em convulsão fatídica...

Oh! Nossa dor!
- senhora nossa!...
Nossa Senhora :
a dor é a senhora do homem
- de todos os homens vivos!
que vida é dor
demasiada dor
- dor física
moral
social
sexual
letal e tal...:
fatal
- O homem rola de dor
até a dor fatal

na derradeira batalha
sobre o Monte Armagedon
em Megido
com o cavalo baio
montado pelo cavaleiro amarelo
que ceifa a vida
- a semear a morte
a peste negra...
as sete pragas do Egito...
com Jezabel de amazona
sobre a égua a trotar célere )
Ah! Paulo Gaya!
que bebeu até morrer
- até a morte!
e também viveu ébrio
desabrido
no meio do bar
descansando em sonhos
derreado por mar onírico
de bar-barco
à barcarola
que desce o rio
cantante
nos cabelos longos escachoantes da cachoeira
aos borbotões
- que tange o canto a noite inteira
um semitom da escala diatônica
uma "surdina" abaixo do clangor dos galos
na rapsódia noturna ...
À noite
as ervas bóiam no azeviche das trevas
na Pinacoteca de Caravaggio
outro Miguel Michelangelo nominal )

A erva no cimo da sebe
com o fogo do sol
a envolver e cozer sua textura
humedecida com vida
- que é alma de água
( água é alma de vida
- vida de égua, girafa, elefante, gorila, flor-de-lis, lírio, ameixeira, cizânia, leão, tigre, pássaros e ornitólogos...
- ornitólogos e pássaros e mais : entomologistas, entomologia, ornitologista, ornitologia... )

E meu olhar a viajar
entre a erva e o ar
pelas ondas eletromagnéticas
da luz que treme
a tremelicar
no vaivém das ondas senoidais
que vão e vem em senóides-sereias
porque meu olhar
é o encontro da luz
com a substância no olho
que captura a luz
fotografa-a
retrata-a
no retrato a olho nu
desenhando pelo contorno do xadrez
- contornando a sombra e a luz
na viagem pela luz
entre o olho e a liana em sebe
Este tecido ou feixe de relações e funções
entre o céu em anil
a erva trepadeira ao calor do sol no zênite
e a luz que leva e traz ondas eletromagnéticas
entre a erva
o céu azul com nuvem branca
o ar que medeia os espaços
entre olho e erva
- este complexo é o meu olhar
em feitio de xadrez
pedrês-marimbondo...
com uma vespa
a voar nesse quadrante do universo
visto
olhado

O olhar é um viandante
com sua sombra e luz
em contorno
É uma peregrinação de elétrons
que faz o olhar
sustentar o anil do céu
no negro de fundo
- de um fundo à Caravaggio
raiz quadrada do xadrez
no cálculo integral do olho
( Cálculo diferencial
em binômio de Newton
nomenclatura binomial
e terminologia científica )

O olhar é um molhar
de treva em luz
e vice-versa
no verso
anverso
e universo
com as rimas
primas
das primas-donas
( A noite me faz evocar
a imagem de um Paul Verlaine
que passava por aqui
a caminho da madrugada
embriagado
entortando as ruas em alamedas-com-madressilvas
com sapatos para antípodas
e um certo "Paul" da terra
um paul local
que chamavam Paulo Gaia
- o qual a todos chamava
" maninha!" e "maninho!"
com a doçura de São Francisco de Assis
chamando a chama do fogo
- irmão!
num triste ai!
de dor de queimado
com queimadura grave
em grave-grau-grado-gradiente
A noite me faz lembrar
um poeta que passava aqui
- um Paul Verlaine que passava por aqui
ou por aí afora!
bêbado na madrugada leda
com rocio de rum
galo lavando o verso na lavanda
e o poeta incréu
a increpar o ceú
girando ébrio como o pião
- o pião desgovernado do menino
sem a ordem racional-sensível
imprimida pelo menino
ao giro em esfera
ou circunferência
do pião do menino... :
O menino que é
e sempre será
o primeiro e único
rei do universo
( O resto é céu e terras
que passarão
antes do fim do voo do passarinho ))

domingo, 5 de fevereiro de 2012

BIOGRAFIA DE JOAN MIRÓ - biografia wikiquote vida obra arte pintura poesia surrealismo surrealista artista catalão autor de o carnaval do arlequim

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O mar azul
não azul
ser
não-ser
( azul-Monet )
O mar
cerúleo violinista
com violino celeste
com olhar a molhar de pássaro
e não de molho lacrimal
lacrimejante
em ultimato-azul...

O mar verde
não-verde
de ser
não-ser
verde-violinista
verde-violino
- um Stradivarius concebido ( com pecados! e pecadilhos )
por mãos-raízes de ervas daninhas

a não permitir a terra maninha
- minha terra sem sabiá
( sabe lá?!...)

O mar negro ( necromante mar!)
à noite com sinfonia de Joan Miró
em companhia de uns personagens rítmicos
algoritmos
mulheres à lua
entregues ao transe
do palor
- de um amargo amarelo
amaríssimo amarelo
alelo nos genes alelos
geminados e belos
nos olhos e madeixas de Nix
a deusa no escuro
- no mundo do qual viemos
e voltaremos
após breve interlúdio com Chopin
ao piano
em pianíssimo
pio...
- pia a ave na nave da natividade
na abóboda da nave
onde se põe
os olhos em Maria Pia
à pia batismal
com olhos chorosos...
carregando a cruz da piedade
nos olhos que vão revirar
ou se virar para mirar a morte
que passa a galope no baio
que olhos vidrados
fitam silentes
selado o destino
(Ó Santa Maria!,
rogai...: Maria Rogai!...
nessa hora em que vai...
- o passamento!)


O mar grande
muita água
perdida-pendida em cor
é menor em dó
- em dó menor
que o coração
sob paixão incandescente...
nos olhos a pervagar
por um azul celestial
um verde herbáceo
um castanho de castanha de caju
- à caju e acaju
e um negro de apagar
o betume da noite
mesmo na lua de Joan Miró
- luar falciforme
à mão do ceifador
a mensurar a ceifa
e a colheita das primícias
ofertadas ao Senhor

Ah! os olhos vidrados no mar
aiinda a amar o mar
- de mar a mar
porque mar é amarBB

sábado, 4 de fevereiro de 2012

LIPOPOLISSÁRIDES - verbete wikcionario wik dicionario verbete lexicografia glossario terminologia cientifica nomenclatura wikipedia wikiquote


Tinha um plano de saúde
Mas não saúde
Para dar e vender
Só plano de ter saúde
- da saúde que não tinha
O plano era bom
Para a saúde do médico
E o desenvolvimento do monstro
dentro do estômago do médico
e do monstro de Stevenson
( novelista poeta e escritor que nasceu em Edimburgo e morreu em Apia, Samoa)
Por trás da corporação de médicos ( e monstros )
Saudáveis e afáveis
O plano seria até benfazejo
No planisfério
Se não alimentasse mais o médico
E o corpo de saúde
Que o paciente
a parturiente
o Indigente
de saúde pública
e privada ( privativa)
Face ao contrato-distrato
Que merece um tratado
Sobre o trato e o menoscabo
Que um contraente assume
Para gáudio de outro contratante
Na relação contratual
Na qual somente na ficção jurídica
Ambas as partes estão em pé de igualdade
porque na realidade estão em guerra
na declaração de guerra de Hobbes
ao escriturar o "Leviatã
aquele outro monstro
agora estado de direito
( para si em si maior, major
e de deveres e obrigações
para os demais do "demo"
na democracia risível
que ostentamos )
Porém tinha um porém
O plano de saúde
Ocultava no contrato-distrato-maus-tratos
Em letras não escritas
Sob signos invisíveis
Que não era plano de saúde
Mas de doença
Pois quem tem saúde
Não tem plano para doença
Não sofre “apaixonadamente”
Em “pathos”
( exceto pela bela
- a bela que passa
e deixa um rasto
de beleza pintada por Tolouse-Lautrec
em lupanares
prostíbulos
patíbulos
sacrários )
Do pato da patologia
Em seu quá-quá ( do Pato Donald Disney )
Que penso
Ser onomatopeia tomada de água
- do vocábulo água
Em simples glossário em vernáculo
Coisa –em-palavra para não se dizer em dicionário
algoritmo invocabular
invocabulado
invocado
convocado
vocado
vocar
Nem tampouco em jargão profissional
No bestiário daqueles que fazem profissão de fé
No bule com café
No bulevar sem ar
- imaginário bulevar!
porquanto tudo que é comércio
Ou está para mercar
Mercante em navio
É plano para doença
Apregoando saúde
Como a Sadia
ave da sadia
não é sadia
- e a Sadia
deveria se denominar “Doença”
Perdigão-Perdigueiro-perdiz-
dolicocéfalo...
conquanto traga em nomes atraentes
onomatopaico talvez
quiçá onomatopéias invisíveis à leitura a olho nu
- literatura que esconde
a doença na Sadia
que não passa
a Sadia com seus peixes putrefactos
apenas de uma ou mais de uma corporação integrada no sistema
Produtora de doenças
Como tudo o que vem do mercador
Que quer vender
O peixe putrico e mefítico
Como peixe fresco
como como
ou penso que como
Tudo o quese vende
no mercado negro ou branco de fantasma no lençol santista
Não é a verdade da filosofia
Nem a poesia da mulher
A revolutear o corpo tenro
Na flor do amor fetal
fatal
cloreto de potássio
hidrato de animal
na mixórdia da química
com a línguagem na matemática
na álgebra em zebra
listrada
listada
preto no branco
xadrez em retas paralelas
para um plano de espaço euclidiano
- infinitos planos
em intersecção no espaço euclidiano
radiano
em grau-grado-grou
ou...
( Todavia para que isto seja poema
Carregue poesia ao colo
É mister que diga eu
Que um miosótis
- um miosótis-Tereza
que passa pressurosa
pela senda da rosa
Fugiu-fulgiu
Na boca minha filha
Quando ela era
Um pedaço de poesia com todo o mel das abelhas
todas em favos
E todo néctar e pólen e própolis do universo
Assim como era
A era geológica do meu filho
E o período por que passa meu neto
Outrossim na Tabela Periódica dos elementos de Mendeleiev
Como todos os corpos em carne viva
Lá estão
Na faixa dos períodos de tempo
Que constituem o tempo do tempo
Divididos racional e tecnicamente na química
em períodos de tempo
nos quais o tempo existe dentro do tempo maior-imaginado
pelo racionalista filosófico
Conforme provou Mendeleev
Sábio e gênio russo
Que criou a linguagem da química
Cujos caracteres mesclam signos e símbolos
Com figuras geométricas
Em casa de abelha e vespa
Que se ilumina no vocábulo marimbondo
Em lexicografia tupi-guarani
Mesmo lexical para tomar guaraná
Face ao iguarapé guapo
Ao lado do lobo guará
( “Chrysocyon brachyurus” )
Moribundo aguará
Aguaraçu
Nativo canídeo da América do Sul
Diz Wikipédia sobre o lobo-guará
que é uma “relíquia da fauna plistocênica”
( do Plistoceno ou Pleistoceno )
E a ave ciconiforme rubra
guará-pitanga
guará-rubro
íbis-escarlate
no latim "Eudocimus ruber")

Morreu de febre tifóide
causada pela bactéria "Salmonella typhi"
bacilos Gram-negativos
anaeróbios
serotipo "Salmonella enterica paratyiphi"
que inclui várias subespécies
possuem lipopolissacárides
podendo causar o óbito por choque séptico
( Faleceu entre os cavaleiros hospitalares
e os templários
porque tudo o que é posto em mercância
está contaminado pelo conceito-vírus
que faz o homem peregrinar sem fim
( ou até o fim )
entre os produtos da farmácia
e do super-hiper mercado
bares e bazares
e confluentes-afluentes )

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

COSMOS - etimo etimologia wikcionario wik dicionario etimo etimologia verbete glossario verbete etimo etimologia terminologia wikiqute wikisource

Dmitri Mendeleev em 1897.

Dmitri Mendeleiev ( Mendeleev ) põe a química no âmbito de uma linguagem ; e ao ganhar uma linguagem a observação ou percepção passa a ter a envergadura de ciência, cujo objeto de estudo são determinados fenômenos denominados químicos ( do nous químico, de inteligência química ) , à flor da linguagem.
A Tabela Periódica dos Elementos é uma norma , uma espécie de gramática, de ordenamento jurídico, oriundo da filosofia, aonde a ciência e a técnica bebe, a fim de racionalizar ou normatizar uma linguagem para informar e formar o conhecimento.
A Tabela Periódica dos Elementos , de Dmitri Ivanovich Mendeleiev ( Mendeleev ), é o “alfabeto,” a gramática, a lexicografia da química, enfim, assim como os números e as figuras geométricas o são da matemática.
Aliás, a linguagem conceitual não abrange somente a língua falada oralmente e a escrita com palavras, mas também os números em gramática matemática de equações e outras formas sintáticas de expressão matemática-algébrica.
A geometria é outra linguagem eminentemente conceitual; quiçá a forma de linguagem mais apta a conceber o espaço e o tempo. Hoje a química incorporou a linguagem algébrica-geométrica-matemática , além do “falar-escrever” das respectivas línguas vernaculares.
A química, assim como a matemática, é, por assim dizer, poliglota em linguagens, metaforicamente (metafonicamente) falando, mesmo porque se utiliza de signos ( letras) gregas como alfa, beta, ômega, lambda, que, no âmbito dessas linguagens (matemáticas-químicas ( cumprem função de símbolos e não de signos, ou do signos primitivos que são ou foram no grego antigo), além de incorporar a linguagem da geometria, da álgebra para designar ou tentar significar-assinalar funções espaciais-temporais, ou seja, ritmos imprimidos e impressos em significados-significantes, alma ou espírito e matéria da léxico, e afixos, que dão sentidos vetores às denominações da língua.
( Os afixos, na linguagem com palavras, correspondem aos sentidos espaço-temporais de segmentos de retas, partindo da subjetividade referencial, no linguajar do físico; tal referencial, que parte do interior subjetivado do ser humano, enquanto pensante no que é hirto o ser dado de-fora e por-dentro, na intelecção, vem dos princípios do pensamento, expressos na forma de postulados e axiomas ( axiomática ) geométricos, que informam os sentidos, que por sua vez , se cristalizam em equações movidas espaço-temporalmente no âmbito da circunferência ( “hermética” ao conter o círculo, seu conteúdo em substância de pontos, que fecham a reta na circunferência que gira abstratamente e concretamente, simultaneamente, representando e “presentando” o movimento ( apresentando-o e representando-o no fora-dentro dos universos em colisão no homem, em subjetividade ( em sujeito ou sujeito-interno, dentro de uma concha do cosmos, e no cosmos-fora ( mundo exterior e exteriorizado pelo cosmos-dentro) , em objetividade, em-objeto ), enquanto ser supra-geométrico decodificado em expressão numérica ( equação ou princípio da identidade na linguagem matemática-química-física ) o movimento, exprime-imprime o motor universal, moto contínuo, implícito e explícito nos signos e símbolos que informam a linguagem, que vai da fonética ( fonologia ) à geometria, cuja fonética vem em senóides, na descrição do fenômeno, e nas ondas senoidais, na concreção existente. A semiose, outrossim, é afetada pelo balouço da geometria no vento ( Éolo-fora) e na respiração ( Éolo-dentro e de dentro para fora numa sanfona ou pistão, sempre à força eólica divina).).
A respiração é um Eolo-fora-e-outro-Eolo-dentro : inspiração-expiração. Até aonde vai a vida humana?! - E a linguagem uima biossemiótica.